Eu preciso de outra história, algo para tirar do meu peito. Minha vida está entediante, preciso de algo que eu não posso confessar [...] Diga-me o que quer ouvir, algo que agradará os seus ouvidos. Estou cansada de toda esta insinceridade, então abrirei mão de todos os meus segredos. Dessa vez eu não preciso de outra mentira perfeita, não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez, eu estou me desfazendo de todos os meus segredos [...] Não há razão, não há vergonha, não há família a quem eu possa culpar. Não me deixe desaparecer. Eu vou lhe contar tudo.
Eu também sei iludir, sei colecionar corações. Eu sei fazer com que as lágrimas caiam. Eu sei enganar, sei brincar de ilusão. Só que interpretar esse papel, não vale a pena.
Eu não me entendo. Também não faço sentido algum. Eu ignoro no minuto 1, mas no minuto 4, simplesmente volto e me agrado de novo. Quero o branco, mas ao mesmo tempo penso no preto. Sou como uma ave, que não sabe se voa, ou se permanece. Sou feliz, e infeliz. Na verdade, também sou confuso com tudo. Mas quando eu quero, quero de verdade. E nem queria saber dos meus problemas, porque te direi todos eles, e no final das contas, o confuso será você.